Shepherd's Pie (Torta de Carne Inglesa).

 
Ingredientes:

  • Óleo para refogar
  • 3 cebolas picadas picada em cubos
  • 1/2 xícara(s) de chá de cenoura picada em cubos
  • 1/2 xícara(s) de chá de salsão picado em cubos
  • 2 colher(es) de sopa de extrato de tomate
  • 450 grama(s) de costela de boi moída
  • 450 grama(s) de paleta de cordeiro moída
  • 2 colher(es) de sopa de molho inglês
  • 3/4 xícara(s) de chá de vinho tinto
  • 4 xícara(s) de chá de caldo de carne
  • 1 cabeça de alho
  • 1 ramo de tomilho
  • 1 ramos de alecrim
  • 1/2 xícara(s) de chá de salsinha
  • Sal a gosto
  • 2 xícara(s) de chá de purê de batata com consistência firme
 
Modo de preparo:

Em uma panela coloque o óleo e refogue a cebola, a cenoura o salsão até murchar. Coloque o extrato de tomate e misture. Junte as carnes moídas e refogue por mais alguns minutos. Acrescente o molho inglês, o vinho tinto, o caldo de carne.

À parte, faça um amarrado com os temperos: alho, tomilho, alecrim. Para facilitar você pode usar um pano absorvente de limpeza (virgem) para fazer uma trouxinha (a ideia é que os ramos e cascas não se misturem ao molho). Coloque o "saquinho" com os temperos no refogado. Cozinhe em fogo alto por 40 minutos, diminua o fogo, e deixe até que o líquido quase evapore totalmente.

Salpique a salsinha picada, retire o saquinho com os temperos e acerte o sal se necessário. Transfira o refogado para um recipiente refratário (que possa ir ao forno) onde será montada a torta.

Cubra o purê de batata. Se quiser, pode colocar o purê no saco de confeitar e decorar a torta. Asse por 20 minutos em forno alto. Sirva quente.

Prato simples, mas diferente do chef Marcelo Tanus. Ótimo para uma noite fria acompanhado de um bom vinho português da região do Douro ou do Dão, como o Cabriz Colheita Selecionada.

Cabriz Colheita Selecionada 2009.

 
Em 1989, em pleno coração da região demarcada do Dão, na vila de Carregal do Sal, nasce a Dão Sul. Inspirada na Quinta de Cabriz, uma propriedade com uma magnífica casa senhorial e capela do séc. XVII, tornou-se numa referência de excelência dos vinhos do Dão.

O Cabriz Colheita Selecionada é um corte de Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz. Esse vinho estagiou por 6 meses em barricas de carvalho francês. Possui cor rubi com notas violácea. Aroma de frutas vermelhas como cereja e framboesa, com notas minerais. Em boca os taninos presentes e macios, final fresco e agradável. Corpo médio.

Tinto perfumado e de sabor agradável, esse bom português harmoniza com queijos médios, massas com molho vermelho, risoto de cogumelos frescos e carne vermelha magra grelhada. Custa R$ 39,90 na Prix, possui grande fama de best buy, mas sem dúvida é um bom vinho por esse preço.

Emiliana Novas Gran Reserva Pinot Noir 2011.

 
No final dos anos 90, José e Rafael Guilisasti acreditaram que no futuro o mercado mudaria e o consumidor mundial começaria a ter um pouco mais consciência com os produtos que usam, não só para problema de saúde, mas também para o seu impacto ambiental e social. Por isso fizeram um investimento para transformar uma vinícola chilena convencional em uma 100% orgânica e biodinâmica, com o firme objetivo de criar vinhos de alta qualidade com um grande respeito pela natureza.

Assim é hoje a Emiliana, uma vinícola que tive a oportunidade de visitar e constatar todo o cuidado com a proposta que nasceu a 25 anos atrás. Sou fã da Emiliana, seu portfólio tem vinhos muito bons, nem falo no excelente ícone "Gê", mas nas linhas boas e baratas como a Adobe, Signos e Novas.

Tive a oportunidade de degustar o Novas Pinot Noir; 20% do vinho estagia por 8 meses em barricas de carvalho francês. Possui cor rubi clara. No nariz, aromas de frutas vermelhas, especialmente cerejas e notas terrosas e torradas. Na boca os taninos são macios e elegantes, equilibrados com uma acidez proeminente, resultando em um final de grande persistência.

Vinho fácil de agradar, vai muito bem com carne branca, como frango ou peru com molhos leves, preparados com legumes, também com massas com molhos brancos ou rosés. O preço desse vinho leve e elegante está por volta dos R$ 52,00, vale a pena!

Los Mendozitos, a primeira rede de wine bars itinerante do Brasil.

 
Los Mendozitos y una copa de vino, é uma idéia sensacional, vender vinho argentino em um trailer na cidade de São Paulo. Eles se intitulam como a primeira rede de wine bars itinerante do Brasil, para tornar o hábito de tomar um bom vinho acessível (as taças vão de $10 a $18), divertido e leve.

Os três sócios; Ariel Kogan, Danilo Janjacomo e André Fischer, pesquisaram muito para encontrar produtores muito especiais na região de Mendoza, familiares e com colheitas manuais, que são pouco conhecidos no Brasil ou na maioria dos casos ainda totalmente desconhecidos. A carta disponível nos trailer, é atualizada com frequência e sempre apresentada pelos bem humorados personagens da marca: Rojo, José e Blanco. A proposta é viajar pelos sabores dos tintos, rosés, brancos e espumantes de uvas especiais e com histórias contadas através das páginas e redes sociais de Los Mendozitos.

Os trailers foram projetados especialmente e equipados com adegas que mantêm cada vinho na temperatura ideal, materializam também a consciência ambiental através da reciclagem das garrafas usadas nos eventos. Cuidam com carinho de cada detalhe, até mesmo na seleção da moderna música argentina para a experiência ficar ainda mais completa e bacana.

A proposta é tomar um bom vinho e se divertir de forma descontraída, seja para iniciantes ou para experts, sem distinção. Materiais de apoio para consulta sobre cada vinho estão disponíveis no trailer, com dados e sugestões de harmonização. segundo eles; "ninguém precisa ser expert para saber quando o vinho é bom. Isso você sente no primeiro gole".

A melhor forma de saber onde estará os trailer é consultar o Facebook deles, ali você encontrará a agenda da semana. Eu fui, gostei e recomendo, não deixe de ir, é muito legal!


Quem são os proprietários:

O mendocino Ariel Kogan vem de uma família ligada à indústria vinícola e está radicado em São Paulo trabalhando em organizações que promovem o desenvolvimento sustentável.

O publicitário Danilo Janjacomo uniu seu talento como diretor de arte à paixão por vinhos para conceber o projeto e sua comunicação visual.

André Fischer, jornalista, produtor cultural e viajante constante, agregou a vivência de projetos semelhantes no exterior e na noite paulistana.

 
Los Mendozitos:  www.facebook.com/LosMendozitos

Hachis Parmentier.

 
Ingredientes:
 
Carne moída
  • 1 colher(es) de sopa de manteiga
  • 2 cebolas cortadas em lâminas
  • 1 dente de alho cortado em lâminas
  • 600 grama(s) de carne moída
  • 1 copo(s) de vinho tinto
  • Sal e pimenta a gosto
Purê de batatas
  • 1 quilo(s) de batata Asterix
  • 1 copo(s) de leite
  • 1 xícara(s) de chá de manteiga gelada em cubos
Montagem
  • Farinha de rosca para gratinar
 
Modo de preparo:

Em uma frigideira refogue as cebolas e o alho em um pouco de manteiga. Junte a carne moída, e quando estiver cozida, adicione o vinho tinto, corrija o sal e reserve.

Purê de batatas
Cozinhe as batatas sem casca, no leite com um pouco de água até que comecem a desmanchar. Passe por uma peneira ou por um passa purê. Junte a manteiga gelada cortada em cubos e acerte o sal. Incorpore um pouco do líquido do cozimento para deixar o purê liso.

Montagem
Em uma assadeira disponha a carne moída e cubra com o purê de batatas. Salpique a farinha de rosca e leve ao forno para gratinar. Sirva quente. Para modelar o prato utilize um aro inox no formato que desejar.

Prato rápido e fácil de fazer, simples mas gostoso, receita do chef Raphael Despirite. Para acompanhar, recomendo um Cabernet Sauvignon jovem como o Ventisquero do post anterior.

Ventisquero Cabernet Sauvignon 2012.

 
Liderados pelo chefe, Felipe Tosso, a vinícola foi construída no Valle do Maipo, de lá saíram primeiros vinhos no ano 2000. Conduzido uma equipe jovem, criativa e empreendedora, sob o slogan "One Step Beyond; desde o início a Ventisquero se propôs a fazer vinhos modernos e de alta qualidade.
Depois de três anos, a Ventisquero deu novos passos, investindo no Valle do Casablanca e no Valle de Apalta. Possui hoje vinhedos próprios nas melhores regiões vinícolas do Chile; Maipo, Casablanca, Colchagua e Leyda. 
Sou suspeito quando comento sobre um vinho da Ventisquero, sou fã dessa vinícola. Não só a sua linha premium é excelente, mas as linhas mais populares são muito bem cuidadas. Esse Cabernet Sauvignon da linha Reserva, teve a adição de 15% de Cabernet Franc.  Possui cor vermelha intensa e profunda. Aromas de frutas vermelhas maduras, como cerejas, toques de baunilha e tabaco. Na boca, os taninos estão maduros e suaves, bom corpo e final largo.
Vinho bom, não tem erro, ideal para acompanhar carnes vermelhas assadas e grelhadas e queijos maduros. Garrafa e rótulo elegante, um show pelo que custa, paguei nessa R$ 39,90 no Pão de Açúcar.

Emiliana Adobe Cabernet Sauvignon 2012.

 
Ao final da década de 1990, Rafael e José Guilisasti perceberam que o consumidor global estava cada vez mais preocupado com a saúde e com o meio ambiente, e, em conjunto com a visão enológica de Álvaro Espinoza, iniciaram o processo de converter uma vinícola chilena convencional para uma de manejo 100% orgânico e biodinâmico, com o forte objetivo de criar vinhos de alta qualidade com um grande respeito pela natureza.

Hoje a Emiliana possui um portfólio amplo, é uma das maiores vinícolas orgânica do mundo. Foi eleita como “Companhia Verde do Ano” no Green Awards 2012, organizado pela revista inglesa the drink Business. Possui atualmente um total de 1117 hectares nas melhores regiões vitivinícolas do Chile, onde determinou os melhores locais para cada variedade.
O Adobe Reserva Cabernet Sauvignon 2012 teve a adição de 8% de Merlot. Apenas 20% do vinho estagiou durante 6 meses em barricas de carvalho francês. Possui cor rubi com reflexos violáceos. No nariz, o vinho apresenta aromas de frutas vermelhas, como cerejas e amoras e notas de especiarias. No paladar, o vinho possui corpo médio, com taninos sedosos e longo final de boca. Seus aromas de boca remetem a notas de frutas vermelhas, confirmando as sensações olfativas.
A tendência de elaborar vinhos orgânicos está cada vez mais em alta, nesse aspecto, a Emiliano foi uma das que saiu na frente. O vinho é simples, mas não é leve, ideal para acompanhar pratos condimentados, como carnes assadas ou grelhadas, massas com molho à bolonhesa, acompanha bem uma boa tabua de queijos, principalmente em um dia frio! Seu preço é R$ 39,00.

Arroz Cremoso.

 
Ingredientes:
  • 1 colher (sopa) de azeite de oliva
  • 150 g de alcatra cortada em tiras
  • ½ cebola roxa pequena cortada em tiras
  • 50 g de cogumelo em conserva fatiado
  • ½ tomate cortado em tiras
  • 1 xícara e meia (chá) de arroz já cozido
  • ½ xícara (chá) de água
  • 3 colheres (sopa) cheias de maionese
  • ½ colher (sopa) de cheiro-verde picado
  • 1 colher (sopa) de queijo parmesão ralado 

Modo de preparo:
  • Em uma panela, aqueça o azeite e frite as tiras de carne até dourarem. Adicione a cebola e os cogumelos e refogue por alguns minutos. Coloque o tomate e refogue por mais dois minutos.
  • Adicione o arroz e a água. Misture.
  • Em seguida, adicione a maionese e misture até ficar homogêneo.
  • Retire do fogo e adicione o cheiro-verde e o queijo.

Para acompanhar esse arroz, sugiro um tinto bem leve, o Yealands Way Pinot Noir do post anterior cairá como uma luva com esse prato!

Yealands Way Pinot Noir 2010.

 
Localizada no Awatere Valley, Marlborough, a principal região de produção de vinhos da Nova Zelândia, a Yealands é a maior vinícola do país sob o comando de um único proprietário, Peter Yealands. Sua produção sustentável fez com que Peter ganhasse o título de eco empresário e também o prêmio “Best of Wine Tourism Award” na categoria Sustainable Wine Tourism Practices.

A vinícola fica numa área de 1000 hectares e conta com tecnologia de ponta e construção verde, que segue as premissas do Green Building Code, para produção da bebida. Detentora da certificação CarbonZero, entre as práticas sustentáveis que diferenciam a vinícola.

Apresenta cor vermelho rubi translúcido e aromas de frutas vermelhas maduras, além de agradáveis notas herbáceas e de especiarias doces. No palato, é frutado, equilibrado, estruturado, tem ótima acidez, taninos macios e final de boa persistência.
 
Não espere nada muito especial desse vinho, mas vale pela curiosidade de degustar um Pinot Noir neozelandês. Para acompanhar, pratos de carnes vermelhas com molhos mais leves a base de cogumelos e ervas. Comprei esse vinho no Pão de Açúcar em promoção por R$ 48,90.

Filé Mignon ao Molho de Vinho

 
Ingredientes:
  • 4 bifes de filé mignon (120 g cada)
  • ¼ de colher de chá de sal
  • ¼ de colher de chá de pimenta do reino
  • 1 colher de chá de azeite de oliva
  • 1 cebola picada
  • ¾ de xícara de vinho tinto seco
  • 2 colheres de sopa de cream cheese light
  • ½ colher de chá de orégano seco
  • ½ colher de chá de tomilho seco
  • 1 colher de sopa de salsa fresca picada

Modo de preparo:

Tempere os bifes com o sal e a pimenta. Aqueça uma frigideira grande em fogo alto. Adicione os bifes e cozinhe por cerca de 3 minutos de cada lado, até que estejam no ponto. Transfira para uma tábua de corte e cubra com papel alumínio.

Para o molho: Na mesma frigideira aqueça o azeite em fogo médio. Adicione a cebola e cozinhe, mexendo ocasionalmente, por 2 minutos, até que fique macia. Acrescente o vinho, aumente o fogo e aguarde ferver. Cozinhe, raspando o fundo da frigideira com uma espátula, até reduzir para 1/3 de xícara. Retire a panela do fogo e acrescente o cream cheese e as ervas. Misture até que o cream cheese derreta. Despeje o molho sobre os bifes.

Pode ser servido com arroz branco ou purê de batatas ou até mesmo uma flash salad. Para acompanhar recomendo um bom Syrah do novo mundo, ficará perfeito com o Anakena do post anterior!

Anakena Ona Syrah 2009.

 
Atuando no mercado há 15 anos e com produção anual de 350 mil caixas, as vinhas Anakena possuem um solo com proporções similares de areia e argila nos primeiros 100 milímetros, seguidos por pedras com excelentes condições de drenagem. O clima é parecido com o mediterrâneo, com invernos frios e 20 graus de variação de temperatura entre o dia e a noite no verão, o que permite a maturação lenta das uvas. 

As folhas são arrancadas das uvas antes da colheita, o que permite com que o sol penetre proporcionando sabores de frutas frescas e aromas mais fortes. Depois as uvas em maturação ideal são colhidas à mão, e caroços removidos sem esmaga-las. O vinho é envelhecido de 14 à 16 meses em Carvalho Francês, sendo 40% de primeiro uso. 

O nome dessa linha é uma homenagem aos Onas, que foram os primeiros habitantes da Tierra del Fuego na Patagônia do Chile. Eles ficaram longe da civilização por mais tempo do que qualquer outro grupo indígena, mantendo o seu espírito intacto durante séculos. 

Esse Syrah da Anakena é muito aromático, com notas de amoras, baunilha e chocolate. Possui cor violeta intenso. No palato é macio e generoso, com presença de especiarias devido ao envelhecimento em barricas, taninos redondos e final longo. 

Vinho potente que para harmonizar vai requerer um prato a altura, recomendo carne vermelha, de preferência mal passada. Seu preço varia muito, encontrei esse aqui por um preço bem generoso, R$ 53,00 na One Wine (www.onewine.com.br), em outras lojas estava bem acima.

Pequenos produtores organizam degustações no campo.

 
Começa a tomar corpo em São Paulo uma nova modalidade de turismo rural. São pequenas propriedades despidas de luxos, sem piscinas ou monitores, que mostram a vida no campo.
Uma delas é a Fazenda Santa Adelaide Orgânicos, em Itatiba (a 84 km da capital), do francês David Ralitera. "Em meu país, o turismo rural é tradição entre pequenos produtores. Aqui, ainda se foca no entretenimento, não na experiência gastronômica", compara. "A linguiça de Bragança, por exemplo, é uma marca forte, mas não se consegue visitar um produtor sequer."

Quem quiser percorrer o roteiro por conta própria encontra o caminho da roça abaixo. Mas já existem empresas que levam o paulistano ao campo com um mínimo de conforto.

 
Onde estão os pequenos produtores adeptos do turismo rural: 
 
FAZENDA BARRA GRANDE
A propriedade dos sitiantes Malaquias Cristófani e dona Lazinha abriga um engenho de 1860, movido a roda d'água, que produz as cachaças Santo Grau Itirapuã e Barra Grande (esta de comercialização local) e fubá. A produção das bebidas se concentra de julho a dezembro -em outros períodos, os visitantes são bem-vindos, mas não veem o engenho funcionando. Quem faz reserva com antecedência tem direito a almoço preparado em fogão a lenha por dona Lazinha.
- ONDE FICA Itirapuã
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 430 km
- TRAJETO rodovias dos Bandeirantes (SP-348), Anhanguera (SP-330), Cândido Portinari (SP-334) e Prefeito Fábio Talarico (SP-345)
- QUANDO de segunda a sábado, das 8h às 18h
- PREÇO na fazenda, o litro da cachaça Santo Grau custa R$ 30 e o quilo do fubá, R$ 3
- CONTATO (16) 3625-5768

FAZENDA SANTA ADELAIDE ORGÂNICOS
Em dez hectares, o publicitário francês David Ralitera cultiva cerca de 80 variedades de legumes e hortaliças orgânicos, com destaque para espécies em extinção, caso do tomate coração de boi e da cenoura preta. As visitas acontecem por meio do programa Expedições ao Leo, organizado pela FoodPass.
- ONDE FICA Itatiba
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 84 km
- TRAJETO Rodovias dos Bandeirantes (SP-348) e Anhanguera (SP-330)
- QUANDO próxima visita no dia 18
- PREÇO R$ 250 por pessoa (sem traslado) e R$ 300 (com transporte que sai às 9h no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo). Inclui almoço com caipirinhas, cervejas artesanais e vinhos da importadora Zahil
- CONTATO foodpass.com.br

VIVEIRO FRUTOPIA
Além de frutas vermelhas (framboesa, amora e mirtilo), Rodrigo Veraldi cultiva azeitonas das espécies arbequina, frantoio e maria da fé e uvas viníferas cabernet franc, cabernet sauvignon, shiraz, pinot noir, merlot e sauvignon blanc -seus azeites e vinhos são servidos exclusivamente no restaurante da propriedade, o Entre Vilas. O sistema "pick and pay" permite que os visitantes colham frutas e paguem por peso -leve bolsa térmica.
- ONDE FICA São Bento do Sapucaí
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 180 km
- TRAJETO rodovias Presidente Dutra (BR-116) e Monteiro Lobato (SP-50), com 5,5 km sem asfalto
- QUANDO diariamente, de dezembro a junho (época da colheita), com agendamento. O restaurante funciona de sexta a domingo, somente para almoço
- PREÇO o quilo de frutas vermelhas custa de R$ 15 a R$ 25 no sistema "pick and pay"; os azeites custam R$ 25 (250 ml) e os vinhos, R$ 60 (750 ml)
- CONTATO (12) 99745-9897 

ARROZ RUZENE
O anfitrião é Francisco Ruzene, o Chicão, que produz dez espécies de arrozes especiais -entre elas o miniarroz da linha Retratos do Gosto, lançado pelo chef Alex Atala. São duas propriedades: em uma delas, de quatro hectares, fica a área de pesquisa, onde Chicão desenvolve os cruzamentos das espécies; na outra, de 170 hectares, está a plantação propriamente dita. Após a visita, é possível adquirir os produtos a preço de atacado.
- ONDE FICA Guaratinguetá
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 177 km
- TRAJETO rodovia Presidente Dutra (BR-116), com 4 km sem asfalto
- QUANDO de seg. a sex., com agendamento
- PREÇO R$ 50 por pessoa; os pacotes de 500 g de arroz custam de R$ 5 (cateto) a R$ 10 (preto ou míni)
- CONTATO (12) 3642-3999

ADRIANA LOPEZ
A historiadora instalou uma padaria e uma salumeria em seu sítio. A produção de pancetta, guanciale, copa-lombo, lombo, bresaola e speck ocorre de março a dezembro -por ano, Adriana matura até uma tonelada de carne. Mesmo fora da temporada, os visitantes podem adquirir os produtos embalados a vácuo. As fornadas de pães (ciabatta, focaccia, entre outros) saem pela manhã, mas é preciso encomendar com antecedência.
- ONDE FICA São Bento do Sapucaí
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 180 km
- TRAJETO rodovias Presidente Dutra (BR-116) e Monteiro Lobato (SP-50), com 5,5 km sem asfalto
- QUANDO nos fins de semana, com agendamento
- PREÇO o quilo dos embutidos custa de R$ 70 a R$ 85; os pães, R$ 12 a R$ 18
- CONTATO lopezad@terra.com.br
 
SÍTIO DO BELLO
Douglas e Cintia Bello se especializaram no cultivo de frutas nativas. A propriedade abriga mais de cem espécies provenientes dos biomas mata atlântica, cerrado e Amazônia, como buriti, açaí, araçá-boi, grumixama, uvaia, cambuci, umbu e cagaita do cerrado. Prová-las in natura, só no sítio por falta de logística, a produção é vendida só em polpas congeladas, ou já processadas na forma de geleias e doces. Nas visitas, que duram duas horas, é possível percorrer três trilhas entre os pomares, colher as frutas no pé e degustar sucos frescos. 
- ONDE FICA Paraibuna
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 140 km
- TRAJETO rodovias Carvalho Pinto (SP-070) e Tamoios (SP-99), com 11,5 km sem asfalto
- QUANDO diariamente, com agendamento
- PREÇO a visita sai por R$ 20 por pessoa e o quilo das frutas custa entre R$ 10 e R$ 20
- CONTATO (11) 3664-7976
 
VIEIRAS DE PICINGUABA
Há três anos, 12 ex-pescadores associados produzem vieiras na praia de Picinguaba, em Ubatuba. O manuseio acontece no mar, em uma balsa, e os moluscos são mantidos em lanternas, estruturas tubulares com várias divisões internas. Parte da produção, de 300 dúzias por mês, é consumida pelos restaurantes D.O.M., AK Vila, Epice, Sakagura 1 e Shin Zushi, entre outros. Para visitar a balsa e comprar as vieiras vivas é preciso contratar uma pequena lancha, que leva até quatro passageiros, na praia de Picinguaba -o trajeto dura dez minutos. 
- ONDE FICA Ubatuba
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 220 km
- TRAJETO rodovias Presidente Dutra (BR-116) e Oswaldo Cruz (SP-25)
- QUANDO diariamente, de manhã ou à tarde, com agendamento
- PREÇO vieiras custam R$ 45 a dúzia e o transporte, R$ 30 por pessoa
- CONTATO Rodirlei Soares (12) 99765-2847; Rosemar Castro (12) 99644-8748  
 
CAPRIL DO BOSQUE
Desde 2010, a empresária Heloisa Collins comanda uma queijaria especializada em produtos à base de leite de cabra. Ela cria 70 animais e produz queijos dos tipos chèvre à l'huile, camembert, pirâmide cendré, bûche, caprino romano e azul do bosque. As visitas terminam em um bistrô para 30 pessoas que funciona na propriedade -todos os itens do menu levam queijo de cabra como ingrediente. Uma vez por mês, Heloisa recebe alunos para uma oficina de queijos, organizada pela Farofa.la. 
- ONDE FICA Joanópolis
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 120 km
- TRAJETO rodovia Fernão Dias (BR-381), com 1,5 km sem asfalto
- QUANDO sábados, domingos e feriados, das 12h às 19h; o restaurante funciona no almoço, com reserva
- PREÇO uma refeição com couvert, entrada, prato principal e sobremesa custa entre R$ 120 e R$ 130 por pessoa; o quilo dos queijos sai de R$ 22 a R$ 30
- CONTATO (11) 99609-0773
 
WARU
O designer e ativista ambiental Renato Inácio, criador do projeto Waru, recebe grupos de turistas para apresentá-los aos pequenos produtores de Piracaia. O ponto de encontro é o portal da cidade e o roteiro começa com um café da manhã com produtos da região. Os visitantes percorrem propriedades produtoras de hortaliças, carne suína, aves e ovos, milho, feijão, tilápias e até cerveja artesanal. À tarde, Inácio prepara o almoço em sua casa, uma construção ecológica em meio a verde com vista para o lago. A experiência é comercializada pela empresa Farofa.la. 
- ONDE FICA Piracaia
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 90 km
- TRAJETO rodovia Fernão Dias (BR-381)
- QUANDO próxima visita no dia 8 de fevereiro
- PREÇO R$ 90 por pessoa
- CONTATO www.farofa.la  
 
SÍTIO GRALHA AZUL
O casal Alexander Van Parys e Laura Prada cultiva cerca de 40 espécies de hortaliças, grãos, frutas e ervas aromáticas orgânicos -alguns estão ameaçados de extinção, como o milho vermelho e o feijão espírito santo. O sítio ainda abriga uma microcervejaria, a Montanhesa, que fabrica até 250 litros mensais da blond ale Abati. Nas visitas, que duram duas horas, os turistas percorrem a lavoura e a cervejaria e degustam os produtos. 
- ONDE FICA Santo Antônio do Pinhal
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 170 km
- TRAJETO rodovias Presidente Dutra (BR-116) e Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123), com 3 km sem asfalto
- QUANDO diariamente, com agendamento
- PREÇO R$ 50 por pessoa, com degustação
- CONTATO alex@montanhesa.net
 
SÍTIO DO BELLO
O casal Douglas e Cintia Bello se especializou no cultivo de frutas nativas do Brasil. A propriedade de 100 mil m² abriga mais de 100 espécies provenientes dos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia, como buriti, açaí, araçá-boi, grumixama, uvaia, cambuci, umbu e cagaita do cerrado. Prová-las in natura, só no sítio - por falta de logística de transporte, Bello só vende sua produção em polpas congeladas, ou já processadas na forma de geleias e doces. Nas visitas, que duram 2 horas, é possível percorrer três trilhas entre os pomares, com diferentes graus de dificuldade, colher as frutas no pé e degustar sucos frescos 
- ONDE FICA Paraibuna
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 140 km
- TRAJETO rodovias Carvalho Pinto (SP-070) e Tamoios (SP-99), com 11,5 km sem asfalto
- QUANDO diariamente, com agendamento
- PREÇO a visita sai por R$ 20 por pessoa e o quilo das frutas custa entre R$ 10 e R$ 20
- CONTATO (11) 3664-7976  
 
FAZENDA BARRA GRANDE
Propriedade de 200 hectares dos sitiantes Malaquias Cristófani e Dona Lazinha abriga um engenho de 1860, movido a roda d'água, que produz as cachaças Santo Grau Itirapuã e Barra Grande (esta de comercialização local) e fubá. A produção das bebidas se concentra de julho a dezembro -em outros períodos, os visitantes são bem-vindos, mas não vêem o engenho funcionando. Quem faz reserva com antecedência merece recepção VIP, com direito a almoço preparado em fogão a lenha por Dona Lazinha.
- ONDE FICA Itirapuã
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 430 km
- TRAJETO rodovias dos Bandeirantes (SP-348), Anhanguera (SP-330), Cândido Portinari (SP-334) e Prefeito Fábio Talarico (SP-345)
- QUANDO de segunda a sábado, das 8h às 18h
- PREÇO na lojinha da fazenda, o litro da cachaça Santo Grau custa R$ 30 e o quilo do fubá, R$ 3
- CONTATO (16) 3625-5768 

Los Haroldos Malbec 2013.

 
Vinícola de propriedade da Família Falasco, localizada na cidade de San Martin, Mendoza, Argentina. Província "enterrada" pela cordilheira dos Andes com seus solos arenosos e irrigada por águas puras possui uma grande amplitude térmica que propicia vinhos de alta qualidade e com características muito particulares.

O vinho Los Haroldos Malbec possui coloração roxo violáceo intenso e brilhante. Apresenta aroma elegante de frutas vermelhas maduras e notas de especiarias. Na boca apresenta taninos bem equilibrados, com toque de amora.
 
A partir de agora quando você pensar em um vinho muito bom e muito barato, pense nesse Los Haroldos Malbec, simplesmente imbatível na sua faixa de preço. Paguei nessa garrafa R$ 22,00, mas esconda o rótulo e fale que custa mais de R$ 100,00 que passa fácil. Ideal para acompanhar queijos fortes, carnes vermelhas e massas muito temperadas.

Os melhores vinhos "bons e baratos" do mundo.

Já faz algum tempo que venho garimpando vinhos de boa qualidade a preços mais acessíveis, sempre falei, para mim o melhor vinho bom e barato do mundo é o português. Menos famosos que seus “rivais” europeus, mas com uma qualidade acima de qualquer suspeita. As três principais regiões vinícolas de Portugal, o Douro, o Alentejo e o Dão possuem verdadeiros achados dos vinhos de baixo custo, veja abaixo algumas dessas preciosidades.

Todos  esses vinhos você encontra no Rei dos Whiskys (www.reidoswhiskys.com.br).

Meia Pipa Tinto - R$ 58,00

Flor de Crasto Douro - R$ 42,00

Alandra Tinto - 25,00

 Monte Velho Tinto - R$ 55,00

 Porca de Murça - R$ 23,00

 Quinta do Cabriz - R$ 29,00

Bolla e Corvo, os heróis da resistência!

Quem é um pouquinho mais velho, certamente se lembrará dos anos em que os produtos importados, de um modo geral, ainda eram escassos no Brasil. As ofertas de vinhos eram muito restritas, nos anos 80 os famosos vinhos alemães Liebfraumilch, aquele das garrafas azuis reinavam, mesmo tendo uma qualidade pra lá de duvidosa, pois é, em terra de cego quem tem um olho é rei! Os vinhos nacionais também eram bem simplesinho, opções como Forestier e Almadem eram muito populares.

Mas me lembro que dois vinhos italianos também muito famosos e que sobreviveram em nosso mercado, pois eram das raras boas opções que tínhamos. O Bolla de Valpolicella e o Covo de Salaparuta, esses eram verdadeiros “craques” nesses anos de “vacas magras” para o vinho no Brasil.

Evidentemente, hoje eles são opções simples diante de tanta variedade de vinhos que os importadores trazem para nosso país. Mesmo assim resolvi fazer um post em homenagem a esses dois populares vinhos italianos que tranquilamente podem fazer parte de qualquer lista de vinhos bons e baratos que possamos elaborar.

Bolla Valpolicella Classico - R$ 48,00
Produzido com o corte de 60% de Corvina, 30% de Rondinella e 10% de outras uvas locais. Possui cor Rubi. Aroma frutado, com toques de especiarias, nozes e nuances de carvalho. No paladar possui corpo médio, taninos suaves, harmonioso e boa persistência.

Corvo Rosso di Salaparuta - R$ 44,00
Elaborado com uvas da variedade Nero'Avola, Perricone e Nerello Mascalese. Possui cor rubi vivo, com nuances tendendo ao grená. Aroma intenso e complexo frutado com destaque para cereja. Ao paladar, revela-se equilibrado, agradável, de bom corpo e com final de boca persistente.

Como escolher uma garrafa de vinho.

Não há nada que combine melhor com um jantar romântico que um bom vinho, vai muito bem também em uma reunião de amigos ou nos happy hours, que dirá em uma grande festa e é imbatível em frente a uma lareira. Branco, tinto, rosé, reserva, nova colheita, do Douro ou de Bordeaux, vinho encorpado ou espumante, as opções chegam a ser tantas quanto as dúvidas.

Muitas pessoas escolhem uma garrafa de vinho porque são atraídas pela forma moderna das garrafas ou pelo design irresistível dos rótulos e não há nada de errado nisso, aliás, esse é mesmo o objetivo, levar as pessoas a comprarem! Claro que pode acertar em cheio e encontrar um verdadeiro néctar dos deuses ou então a “embalagem” pode ganhar ao conteúdo. Para principiantes, é uma boa maneira de iniciar a sua carreira de connaisseur de vinhos, mas existem ainda outras dicas para fazer dessas primeiras escolhas, a escolha acertada! Vamos a algumas delas.


1) A ocasião e/ou a refeição em que será servido o vinho, pode ser o principal guia para a sua escolha. Embora cada vez mais discutida, a regra de ouro, tinto para pratos de carne e branco para pratos de peixe, continua a valer e é um bom começo quando estiver frente a frente com centenas de garrafas! Porém, não tenha receio de inovar, afinal um vinho não é para ser bebido, é para ser apreciado!

2) O preço é um fator que pode perfeitamente orientar a escolha de uma garrafa de vinho, existindo garrafas que vão de poucos, a dezenas ou até mesmo centenas de Reais, e tudo na mesma prateleira! Como saber? Claro que uma garrafa de vinho que custe R$ 200,00 terá de ser obviamente de maior qualidade quando comparada com uma de R$ 20,00, mas isto não quer dizer que a mais barata seja horrível! Se ainda é um amador na questão dos vinhos e não tem a certeza absoluta de qual escolher; escolha o mais barato para depois não “chorar o prejuízo”. Se, por outro lado, não tiver nada a perder, experimente um vinho mais caro, já diz o velho ditado “quem não arrisca, não petisca”!

3) A graduação alcoólica, mais ou menos elevada, é outra característica que pode ajudar na decisão por este ou aquele vinho. O grau de álcool visível no rótulo da garrafa em forma de percentagem corresponde ao número de litros de álcool por cada 100 litros de vinho. Na prática, um vinho com uma percentagem mais elevada é mais “encorporado”, mais forte; enquanto um vinho com uma percentagem de álcool reduzida é, naturalmente, menos “encorporado”, ou seja, mais leve.

4) Procure uma adega ou supermercado com pessoas especializadas que possam ajudá-lo na escolha das suas primeiras garrafas ou na compra de um vinho para uma ocasião especial. Veja com calma, faça as perguntas que quiser e não desespere na busca de uma boa garrafa de vinho, a escolha deve ser o início dos muitos prazeres associados ao maravilhoso mundo dos vinhos. Porém, não deixe ninguém pressioná-lo durante o processo de escolha, obrigando-o a comprar esta ou aquela marca, ou a gastar mais dinheiro do que pensava.

5) Mantenha uma lista dos vinhos que mais apreciou e, porque não, daqueles que definitivamente não quer voltar a comprar! Inclua notas sobre o que gostou mais e menos, a reação das pessoas a quem foi servido e o preço. Com uma seleção pessoal e atualizada de vinhos aprovados e desaprovados, as próximas compras serão bem mais fáceis!

6) Não se limite à sua lista, sempre que possa vá experimentando vinhos de regiões, países ou anos diferentes, afinal de contas, se você não come a mesma comida todos os dias, porque beber sempre o mesmo vinho? Metade do prazer está no experimentar, até porque o vinho pode proporcionar-lhe “viagens” por todo o mundo!

7) Para se tornar um verdadeiro expert, existem várias ferramentas úteis que o possam orientar na magnífica aventura pelos sabores e aromas dos vinhos: desde revistas e sites especializados, passando pelos blogs, a experiências mais práticas, como os cursos de degustação de vinho ou as próprias degustações que são realizadas com freqüência em lojas especializadas, bares e restaurantes.

Fonte: Priscila Medeiros